A Estrutura Coletiva de Toda Unidade

01-04-2011 00:00
Vivemos num Universo UNO. Nessa visão sintética do Todo, vamos adquirindo a compreensão de que não existe um real isolamento entre nenhuma de suas partes. Não estamos separados uns dos outros, por mais distantes e diferentes que possamos ser. Nem por cultura, nem por raça, nem por credo, nem por espécime humana. Estamos integrados numa grande e complexa rede coletiva de relações e inter-relações. Nada está realmente dividido de todo o resto. 
 
Podemos constatar isso todas as vezes que algum fenômeno ou fato acontecesse à nossa volta. Mal ele se manifeste, atinge todas as partes em seu derredor, reorganizando-as para que o equilíbrio se manifeste, e assim por diante, de partes em partes, até o Todo Maior que é o próprio Universo. Vemos isso claramente hoje, quando observamos que a crise econômica de um país atinge as economias de todo o nosso Planeta. Onde a guerra e a fome de um pequeno país, mobiliza todos os outros na busca de soluções coletivas para minorar o sofrimento da espécie humana. Onde a disputa pelo poder agrega aos ideais absolutistas toda uma imensa gama de indivíduos, que passam a agir em concordância com tais ideologias. Não tão distante no passado, lembremos do Nazismo e das terríveis consequências que foram geradas ao planeta. Ou o uso da bomba atômica. Inúmeros são os exemplos desta verdade. Da ação mais simples e restrita às grandes ações coletivas, tudo se reflete no Todo. 
 
No campo das ideias isto também não é diferente. Não se pode tratar qualquer argumento ou verdade isoladamente, pois cada uma delas exige considerar outros pontos em questão, sejam aqueles com os quais possui afinidade ou não, precedentes ou futuros. Não importa. A dependência entre outros pontos de vista impõem sempre uma necessidade de localizar essa verdade em relação a todas as verdades Universais. 
 
Dentro de visão sintética de Unidade, quando observamos uma só visão, obrigatoriamente temos que relacioná-la a todas as visões que a precedem e a envolvem, e a todos os outros argumentos. Como o Universo é Uno, não é possível em nenhum momento, ou em nenhum processo da vida, encará-lo de forma diferente. O próprio processo de criação e evolução está sempre ciclicamente relacionado ao processo de fragmentação e reunificação, onde em cada etapa sempre existe a necessidade de retornar às visões precedentes, ampliá-las e aprofundá-las para a devida dilatação da própria consciência. Muitos se esquecem, ou não observam, o fato de que nossa consciência não se dilata apenas em extensão, mas também em profundidade, na vasto processo da iluminação. 
 
Dessa forma constatamos que as menores coisas estão sempre ligadas às maiores coisas, e aos próprios princípios organizadores e Leis Universais, que tudo coordenam, equilibram e governam com Maestria.  Assim é que nossa minúscula e efêmera vida adquire um enorme significado na eternidade. Assim é que a Vida, por mais simplória que seja, se agiganta até o Infinito. E é por isto que o Unifica-ação, por menor e insignificante que apareça aos olhos dos normóticos do mundo, adquire uma imensa importância imensa e indestrutível para toda a eternidade, num nível Universal.
 
Estamos num momento planetário em que este entendimento sobre a estrutura coletiva de qualquer unidade precisa ser levado ao maior número possível de pessoas. A consciência da responsabilidade coletiva, embasada na visão holística de tudo o que é real, é o que pode possibilitar a transformação moral que há de alicerçar as bases de uma nova humanidade e uma nova Civilização. Para que a Nova Era se consolide, depende agora de nosso esforço em trazer este esclarecimento a todos aqueles que já estejam preparados para assumir seus papéis perante o Todo. Esta é uma grande responsabilidade de todos nós. Assumamos com coragem a tarefa que nos foi colocada pelo governo do Mundo, e caminhemos sem receio, convictos de que nossa ação é fundamental para a preservação de nossa espécie, para a evolução do planeta e para o estabelecimento da Unidade no Corpo Social.
 
Cristina Lessa Cereja

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