Pessoas melhores criam um mundo melhor

01-06-2010 00:00

 

Vivenciar o amor tem sido o aprendizado mais difícil para o Homem. Apesar de todo o progresso científico e tecnológico, ainda não aprendemos o Bem-Viver. Enchemos nossas mentes de conhecimentos, teorias e verdades várias, insuflando nossos egos e mascarando nossa vaidade em atitudes de falsa caridade para com os demais, enquanto os corações permanecem vazios de amor. A intolerância doutrinária, dogmática e discriminativa, é o reflexo mais fiel desta postura de superioridade ilusória, que nos mantém presos à agressividade instintiva da moral inferior e primitiva, e de uma medíocre condição espiritual. 
 
Obviamente que o conhecimento é importante, disso não há dúvidas. Mas quando o passamos adiante, sem o vivenciarmos com amor, estamos apenas refletindo a Luz que provém da Luz Alheia, e não aquela que nos é própria. Quando vivenciamos o conhecimento, aprendemos a desenvolver o amor, a compaixão e a compreensão, fazendo brilhar nossa própria Luz, passando a emiti-la de nosso próprio interior, e não apenas como reflexo dos demais. Crescemos, nos iluminamos, transmutamos nossas sombras, produto de nossa ignorância evolutiva, em LUZ. Porém, aprender a amar exige decisão, vontade firme, comprometimento e exercício contínuo. Não existe vitória sem sacrifício, assim como não existe esforço que não seja recompensado. 
 
Porém o que deveríamos estar fazendo para conviver em harmonia e gerar afeto recíproco, apesar das diferenças? Qual a fórmula para desenvolvermos o amor? O primeiro passo necessário, sem o qual nos impossibilitamos de aprender qualquer coisa, é a determinação firme. É o querer de coração, e não da "boca para fora". É o querer consciente, estancado na vontade fortalecida e no auto perdão. A partir daí, precisamos desenvolver a autocrítica, revendo nossas posturas, atitudes e valores que estão em desajuste com as Leis Divinas que nos regem. Mas de nada adianta acobertamos nossas falhas de caráter, com atitudes de  pieguismo e hipocrisia para consigo mesmo. É preciso observar-se no espelho da Verdade. Isso também não implica em autocomiseração, ou autopunição e martirização pessoal. Implicar em amar-se incondicionalmente, apesar de suas falhas e desajustes. Desenvolver o auto amor é parte essencial no processo de transformação, pois quem ama cuida do objeto de seu amor, quer vê-lo progredir e desabrochar-se no seu melhor. Portanto, aprender a amar a si mesmo é essencial, é o segundo passo para a transmutação pessoal. 
 
Seguindo esse passos iniciais aprenderemos até aqui a sermos verdadeiramente críticos conosco mesmos, analisando nossos defeitos e qualidades nos encarando no espelho da verdade, e, apesar da imensa sombra que ainda paira sobre nossos corações, nos apaixonaremos por nós mesmos. Passaremos a ser leais com o nosso compromisso de evolução, colaboradores fiéis com a nossa consciência superior que nos rege a existência: "Eu me reconheço, eu me aceito, eu me amo em minhas imperfeições e eu desejo melhorar-me". E aí chegamos a mais um ponto essencial: o desenvolvimento da Vontade. Eu "quero", acima e apesar de qualquer tropeço, dor ou dificuldade, crescer e me tonar melhor do que já sou. Eu "quero" aprender a amar e a ser feliz. 
 
Essa é a etapa mais difícil e dolorosa: a autoeducação. Ela nos exige vigilância permanente para com nossos vícios comportamentais e com nossas atitudes reativas. Exige-nos perseverança e auto perdão contínuo no fortalecimento da vontade. Exige sacrifício pessoal para a autocorreção e autodomínio de nossos impulsos, consolidados em incontáveis experiências pretéritas, e no atavismo que conceitua a espécie. A partir daí, o exercício constante nas relações várias, sejam familiares, profissionais, íntimas ou amigáveis. Exercitar a simpatia para com os demais, principalmente com aqueles que nos sejam naturalmente antipáticos. É no campo dos relacionamentos onde iremos treinar nossa índole e aprimorar nosso caráter. É enfrentando com dignidade os desafios da vida, e erguendo-se novamente a cada queda ou recuo na marcha, que ficaremos cada vez mais fortalecidos na determinação em nos transformarmos. Devemos nos tornar heróis de nós mesmos. 
 
A princípio, podemos até agir de forma estudada, mas aos poucos este novo padrão de comportamento naturalmente irá substituindo os antigos, sobrepujados pela constatação visível e palpável da melhoria iminente. Iluminados em nosso íntimo, poderemos ajudar a clarear a sombra dos demais, auxiliando-os naquilo que nos compete, em seu próprio despertar e evolução. Melhorando a nós mesmos, melhoramos a sociedade e ao mundo, pois somos nós, com nossas imperfeições, quem os construímos. E somos nós, com nosso esforço pessoal consciente em nosso aprimoramento, quem transformaremos a Vida, o Mundo e as Relações. 
 
Pessoas melhores criam um Mundo melhor! Reflitamos a este respeito, e, munidos de coragem, força e determinação, trabalhemos em prol do Homem e da Vida, reforçados na certeza de que o nosso esforço e exemplo pessoal, por mais singelo que posso parecer, há de consolidar o Melhor na vida de todos, encaminhando-nos à Felicidade Plena. 
 
Cristina Lessa Cereja

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