Por uma Nova Educação

01-04-2013 00:00

 

Todos nós inseridos na humanidade, neste momento de Mudança Planetária, estamos sendo convocados a uma mudança de conceitos e de valores. Precisamos sair da estagnação que escraviza a sociedade a velhos padrões de comportamento, e adentrar a Nova Era Evolutiva do Planeta, munidos da consciência primordial de que todos nós, independente de castas, religiões ou culturas diversificadas, estamos inseridos num Todo Planetário, e é nossa obrigação como cidadãos promovermos a nossa própria melhoria pessoal, com vistas à melhoria da sociedade como um TODO.  
 
Cada um de nós tem sua cota de responsabilidade, sua cota de participação, assim como também possuímos recursos próprios, valores e conhecimentos que podem, e devem ser repassados adiante, para que a humanidade promova a sua União. Esta união deve estar baseada antes nas diferenças que somam e promovem o crescimento coletivo, saindo do padrão primitivo das atitudes separatistas e competitivas que permearam a evolução do homem até os dias atuais. 
 
Toda forma de discriminação, desamor, desrespeito e repúdio às diferenças, claramente demonstrados nas setorizações diversas, apenas auxiliaram o homem a investir cada vez mais em sua própria infelicidade e autocomiseração, ao estimular desajustes morais, como o egoísmo, a violência, a crueldade, o orgulho, a prepotência, a disputa pelo poder, a ganância, a vaidade, a auto importância, e o sentimento de superioridade que ainda permeia, infelizmente, mesmo aqueles grupos ou instituições que efetivamente trabalham na edificação do Bem, e que acabam por promover a desunião entre todos aqueles que buscam um mesmo objetivo superior. É natural que isto ocorra uma vez que o Homem ainda é imperfeito e falível, e apenas consegue fazer o seu melhor, se considerarmos estes aspectos.  Porém, isto não deve promover a estagnação do pensamento e das atitudes, mas sim, encorajar uma revisão de nossas falhas e erros, para que nos sirvam de estímulo a uma busca na reformulação e aprimoramento das fórmulas e recursos utilizados para resolver os problemas humanos, nessa permanente tentativa de edificação de uma humanidade mais justa, correta e fraterna.  
 
Já era tempo de estarmos trabalhando conscientemente em nossa transformação íntima, revisando valores, condutas e atitudes falhas, de forma que toda a sociedade possa também evoluir. Quando falamos em crescimento e progresso, não nos referimos apenas à tecnologia e à materialidade, mas em evolução num sentido mais amplo, onde está também incluído o desenvolvimento de um novo padrão moral de respeito às diferenças, de harmonia e consideração para com os demais, de espiritualidade e cidadania. Isto significa que a tão promulgada Mudança Planetária não significa uma catástrofe "punitiva" ou uma corrigenda divina para uma sociedade má e injusta. Esta seria uma interpretação imatura e infantil. A transformação planetária e humana consiste na urgência de  nossa mudança íntima dentro dos novos padrões morais, relacionais e espirituais que hão de configurar a Terra da Novo Milênio.
 
Adentramos o período da Atitude. É tempo de sairmos da teoria, do casulo dos templos e organizações seculares de cultura e pensamentos primitivos, para uma nova fase de maturação do homem biológico e social. Revisar nossas atitudes de exclusivismo e superioridade ilusória, baseadas nas diversas teorias que ainda dividem a humanidade em castas e segmentos, para uma cultura igualitária de valorização do Homem, baseada em sua reeducação moral, emocional, anímica e espiritual. A educação deve visar não apenas a obtenção de cultura e conhecimentos que possam ser aplicáveis na conduta futura do cidadão frente à sua vida material e rotineira, mas deve priorizar, acima de tudo, ensinar à humanidade o bem-viver, ou seja, ensinar a amar incondicionalmente.
 
Transformar o homem em um Homem de Bem, esta é a meta evolutiva. Onde valores como respeito, união, participação ativa, fraternidade, comunhão, generosidade, bondade e amor devem ser insidiosamente inseridos dentro daquilo que chamamos de educação. E educação que não esteja voltada apenas às crianças, mas aos próprios adultos que, enrijecidos em vícios comportamentais, são o exemplo de construção da sociedade e das relações para os futuros cidadãos que iniciam seu aprendizado neste plano de evolução. Corrigir o adulto é promover recursos que auxiliem a correção da criança, pois é exatamente dentro do ambiente do lar que costumamos moldar nosso caráter futuro, com base nas relações familiares, no convívio e na conduta moral dos adultos que se responsabilizam por nossa inserção na sociedade. É primordial que este reeducação atinja todas as castas sociais, pois é inverídico crermos que apenas os incultos e desafortunados são detentores de ignorância espiritual. Aliás, infelizmente é nos meios sociais mais elevados que se mesclam todos os piores defeitos morais que assolam a humanidade. 
 
Considerar-se superior aos demais por sua condição financeira e suas posses tem sido a base da construção de nossa sociedade, que em consequência tem revertido todos os valores humanos, que já deveriam ter sido edificados na humanidade na mesma proporção ao avanço técnico-científico.
 
Todos nós temos a obrigação inadiável de sair da estagnação e do comodismo que permeia o ambiente espiritualista e religioso, para um período de maior realização. Realização requer atitude, heroísmo, determinação e convicção em relação às metas que se desejam atingir. Temos a obrigação social, espiritual, moral e amorosa, de auxiliar na educação humana, com vistas não à sua formação doutrinária e ao acúmulo de teorias inférteis, mas sim visando e objetivando ajudar que cada indivíduo se transforme num ser-humano melhor. Pessoas melhores constroem um mundo com qualidades superiores. Temos de formar na sociedade, despreocupados dos rótulos condicionantes de nossas ações, verdadeiras Escolas Capacitadoras de Virtudes. Não apenas em teorias inférteis, mas na prática e no exemplo.
 
Vivenciar virtudes e promover o ecumenismo afetivo, onde o amor incondicional, a amizade verdadeira, a simpatia, a generosidade, o comportamento ético e a honestidade, demonstrados através alegria verídica em servir no labor fraternal, é atuar com segurança em nossa autotransformação e na transformação do homem. Não é qualquer doutrina ou teoria, seja ela espírita, católica, cristã, teosófica, umbandista, hinduísta, oriental ou qualquer que seja, que há de salvar o mundo e a sociedade, mas sim o próprio homem, quando aprender a se tornar mais fraterno e ético. Apenas este é o caminho para uma vida futura mais feliz e igualitária para todos. 
 
Nossa prioridade, dentro dos Centros Assistenciais, Templos Religiosos ou Grupos de Defesa Social e Ambiental, e em todos os confederados no Bem e na Caridade, é vivenciar a Leis Divinas que nos regulam o convívio. Leis estas inseridas em todos os Evangelhos e afins, com pequenas diferenciações em conteúdo, mas todas sintetizadas na prática do Bem e no Amor aos demais. Não objetivamos aqui suprimir crenças, destruir valores ou culturas, nos impondo aos demais. Isto seria evoluir pela força, pelo medo e pelo domínio, que são estratégias próprias de uma sociedade involuída. Ao contrário, visamos a comunhão de valores e crenças em torno do objetivo único do Bem. Crescer interiormente, gerando amor, respeito e afeto verdadeiro entre todos, apesar das diferenças, esta é a meta para uma nova educação.
 
Cristina Lessa Cereja

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